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ENG. AGR. ALFREDO KINGO OYAMA HOMMA

ENG. AGR. ALFREDO KINGO OYAMA HOMMA

BELEM / PA

Amazonense, Pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental e Professor da Universidade do Estado do Pará, agrônomo, mestrado e doutorado em economia agrícola, todas na UFV. Tem experiência em economia, extrativismo vegetal, desenvolvimento agrícola e história da agricultura e da imigração japonesa voltada para a região amazônica. Tem 29 livros publicados sobre a Amazônia. Recebeu o Prêmio Nacional de Ecologia (1989), Honra ao Mérito 1989 (CREA-PA), Prêmio Prof. Edson Potsch Magalhães (1989), Prêmio Frederico Menezes da Veiga (1997), Prêmio Jabuti (1999), Destaque Científico 2000 (CREA-PA/Clube de Engenharia do Pará), Prêmio Prof. Samuel Benchimol (2004, 2010), Homenagem Festa Anual da Árvore 2007 pelo Museu Paraense Emílio Goeldi, Comenda do Mérito Agronômico 2007 concedida pela Associação dos Engenheiros Agrônomos do Pará (AEAPA) em 2008, agraciado nas comemorações do 50 anos do Curso de Mestrado em Economia Rural da UFV, Membro Correspondente da Academia Amazonense de Letras (2011), Homenagem Especial Personalidades Nipo-brasileiras pela Assembleia Legislativa do Estado do Pará em 2015, Membro Legendário da SOBER (2015), Medalha do Mérito 2015 CONFEA e Membro da Academia Brasileira de Ciências Agronômicas (2021), entre outros.

 

AGRICULTURA NA AMAZÔNIA: DESAFIOS E OPORTUNIDADES?

Há uma conclusão comum, em quase todos os eventos científicos sobre a Amazônia que a solução seria a bioeconomia (virou moda recente), a coleta de produtos da “floresta em pé” e Sistemas Agroflorestais. Propala-se lucros bilionários dos produtos florestais ditos não madeireiros, mas a oferta da castanha do pará chegou ao seu limite, o Chanel no 5 não contem uma gota sequer de pau rosa desde 1990, falta açaí para atender o mercado local, entre outros. A nova bioeconomia seria possível mais mediante o plantio das espécies amazônicas que tenham mercado e cuja oferta já não atende as necessidades da demanda. Há necessidade de sair das discussões abstratas sobre a biodiversidade amazônica e passar para propostas concretas nominando estas plantas e animais que devem merecer a nossa atenção. Não se pode menosprezar, também, as atuais atividades agrícolas em curso na Amazônia em uma proposta de desenvolvimento agrícola. A questão não é criticar a soja ou a pecuária, mas depende do padrão tecnológico com que estas atividades são realizadas. Nesse sentido lista um conjunto de tópicos que deveriam ser considerados para uma política de desenvolvimento agrícola para a Amazônia. As alternativas agrícolas mais sustentáveis para a região amazônica dependem do estabelecimento de um novo padrão tecnológico. Para isso, é necessário efetuar um grande esforço de ampliação da fronteira do conhecimento científico e tecnológico, com resultados para os pequenos, médios e grandes produtores. A redução dos impactos ambientais e a geração de emprego e de renda vão depender da mudança das propostas usuais, como extrativismo vegetal, venda de créditos de carbono e atividades tradicionais, defendidas pelas organizações não governamentais e entidades externas. Aproveitar as áreas desmatadas com atividades produtivas mais adequadas é mais importante para o conjunto da população do que o retorno à floresta. Há necessidade de coibir uma magnitude de ilícitos que existem na Amazônia. Uma política agrícola é mais importante para resolver os próprios problemas ambientais na Amazônia.

 

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